REABILITAÇÃO COM OU SEM PINO DE FIBRA DE VIDRO EM DENTES ENDODONTICAMENTE TRATADOS E ESTRUTURALMENTE COMPROMETIDOS: UM NOVO DILEMA
Resumo
Um dos maiores dilema na reabilitação em dentes tratados endodonticamente é a utilização ou não de pino de fibra de vidro (PFV). Tradicionalmente, os retentores intrarradiculares são adotados para reter a futura restauração/coroa, entretanto, a evolução da Odontologia minimamente invasiva tem impulsionado reabilitações exclusivamente adesivas, mesmo em dentes estruturalmente comprometidos. O núcleo de preenchimento em resina composta e endocrown são as modalidades de tratamento sem a necessidade PFV, sendo indicadas principalmente em casos em que há espaço interoclusal mínimo e canais radiculares curvos ou estreitos, impossibilitando ou desfavorecendo a instalação do PFV. Assim, o objetivo foi analisar, a partir de uma revisão de literatura, as indicações de reabilitações com ou sem utilização de PFV e compreender o mecanismo de falha dos dentes endodonticamente tratados e estruturalmente comprometidos. Para tanto, foram realizadas pesquisas nas bases de dados Pubmed e BVS com a combinação de três descritores “adhesive technique”, “fiberglass post” e “without post restoration”. Após a aplicação de estratégia de busca, apenas 35 artigos foram selecionados com periocidade entre 2009 e 2024, com escope de pesquisa laboratorial, clínica e revisões. Diante disso, conclui-se que a reabilitação com o núcleo de preenchimento em resina, endocrown e o PFV têm permitido resultados promissores A escolha de cada tipo tratamento é norteada principalmente pela quantidade e qualidade de remanescente coronário e pelo efeito de férula. As falhas precoces desses dentes estão fortemente relacionadas aos eventos biomecânicos envolvidos durante todos as fases do tratamento endodôntico e a reabilitação.